Lo que la Lluvia me dio

05/11/2010

 

“Ela vivia por aí. Naquele dia fazia aniversário e se sentia um pouco mais deprimida do que de costume. Não tinha ninguém para celebrar ou até tinha, mas estavam todos tão distantes, seguindo a vida que ela havia negado. Sentia que na distância as pessoas morrem um pouco. Caminhou até a varanda, de onde podia ver o mar. Precisava de uma paisagem maior que ela, precisava horizontar seus olhos. E tudo foi de uma beleza tão sublime que se sentiu miserável porque o telefone não ia tocar naquela noite e tudo seria anoitecido nela, apenas nela. Pendurou-se na grade que dividia seu eterno vôo imaginário. Retrocedeu, entrou, apagou as luzes, deitou-se e naquela noite dormiu outro sono sem sonhos.”

(“Sobre Sombras” ,Tiago Fabris Rendelli)

 

 

 

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