de mi En Ciudad de La Plata

07/10/2009

*Resumen en castellano del Post, al final.

Ao que tudo indica, (depois de alguns meses já aqui) caiu a minha ficha de que oficialmente moro em Buenos Aires.  Marcando a nova fase… fiz o que qualquer pessoa normal faria  estou tentando Dra. Ruth e fui mais além do reino conhecido. Junto com meus dois companheiros de aventuras portenhas, Leo

poldinho e Annabiiiilli, decidimos que aproveitaríamos nosso  domingo com um encantador passeio fora de Baires. O lugar onde o sol não toca escolhido foi a Ciudad de La Plata – capital da Provincia de Buenos Aires (a cidade de Buenos Aires é a capital do país). Acordamos todos serelepes e saltitantes… como às 9h30… Mas só chegamos na rua às 12h. Mais uma hora de aventura para descobrir onde tomar o ônibus e então, tomar a resolução mais óbvia: ir para rodoviária.

Chegamos à Ciudad de La Plata às 14h, com dois objetivos iniciais: visitar o Zoológico e o Museu de História Natural. Desde que cheguei à Argentina, queria muuuito ver os dinossauros que havia escutado que existiam no museu. Era a chance de ver com meus próprios olhos que eles, sim, existiram. Porém, ao ritmo de “a-juba-queu-vouter-vai-veeeer-será-de-arrasar… e-todo-mundo-vai-tre-mer-quando-me-ouvir-URÁAAAAAAAR!” cantado devidamente em português e francês (gente… é tão estranho em francês), escolhemos começar pelo zoológico.

No Zoo

Como boa obsessiva, óbviamente havia feito minha pesquisa prévia sobre como chegar ao zoo (não se pode confiar apenas no senhor-Leopoldo-eu-não-peço-informação) e principalmente, quem eram seus celebres moradores. No site do zoo, toda uma propaganda sobre um passeio de trem que recorria toooodo o parque, além dos animais de outras regiões como a girafa… elefante… rinoceronte… e o leão.

Na porta, o batalhão de pais com crianças, e poneis para que os filhos obriguem os adultos a tirarem fotos horrorosas e de que eles terão muita vergonha quando chegarem à adolescência. Finalmente dentro,  a primeira atração: papagaios que falam. Eu como a cuiabana-caipirinha-carnaval, não fiquei exatamente emocionada.

Depois, macaquinhos esnobes ali… um batalhão de flamingos entediados alí… um leão marinho nadando bem à vontade (e sozinho) mais na frente… Mas nada do tal trenzinho.

Caminhamos mais um pouco… encontramos uma das celebridades, a girafa. O animal estava ali, comendo sua caca de nariz, desengonçado com seu pescoço e… sozinho. Mais pra frente, um grupo gigante de crianças tentavam chamar a atenção de outro bichano. Em seguida soube que era O elefante – assim, no singular. Novamente, o pobrezinho estava ali, sozinho e sem querer papo com ninguém. Eu já não sou exatamente uma defensora de zoo… mas tento controlar este lado chatonildo. Mas estando alí, sentia todo o tempo a sensação de que algo não estavabem.

O Zoo da Ciudad de La Plata faz parecer o zoo de Cuiabá um exemplo de infra-estrutura. Porque pelo menos, no da UFMT,  a maioria tem seu habitat natural recriado (ok… na medida do possível). Em De La Plata, eles construíram um galpão, ou uma piscina, ou um aquário (para os macacos… Herm… sem água. hehe) e puff! Pronto para botar um de cada espécie e uma plaquinha do lado. Tão emocionante quanto ver uma girafa no circo.

Também à favor da UFMT é o fato de serem pouquíssimos os animais sozinhos nas jaulas. Com os bichinhos sozinhos fica tão explícita a sensação de que estão em cárcere privado, tão entediados e infelizes. ¿Que se yo ?

Para piorar… Não pude cantar toooo-daaaa a trilha sonora do filme “O Rei Leão” perto do… leão. Depois de uma busca incessante por sua jaula, foi triste constatar que ele não estava ali. Grande decepção.

No Zoo II

P1020808

Mas sem dúvida, o passeio não seria tão agradável sem a presença das crianças. Sem elas, minha visita certamente não seria tão feliz e instrutiva, porque só elas conheciam a realidade selvagem, exatamente como ela é.

Num clima trágico, a menininha segurando o algodão-doce com seus germes nas mãos contava para mãe a história triste de dois filhotes de tigre:

– Os dois estão tristes… mataram a mãe deles e colocaram eles aqui.

Outro garotinho com menos de 5 anos também tentava explicar para seus utópicos pais, o porquê dos tigrinhos parecerem receosos:

– Eles se escondem… porque sabe que vão… MATÁ-LOS.

Enfim… pensamentos muito felizes.

Comprendi finalmente, a razão de tantos pais com crianças. Estas pedem para irem ao zoo, com o intuito de despertar nesses pobres adultos alienados – que riem com qualquer coisa que um macaco faz –, uma consciência crítica. Idealizo o dia em que as crianças escreverão os textos das plaquinhas dos zoológicos.

Museo

Se a probabilidade de encontrar casualmente pessoas conhecidas nas ruas de Buenos Aires era pequena, encontrar alguém em outra cidade era menor ainda. Mas como eu sou um joguete nas mãos do destino… enfim… encontrei.

Além da coincidência inverossímil, o museu é increíble. A quantidade de acervo em exposição é gigantesca. Uma infinidade de bicho-morto-e-empalhado fantástica (até a francesa ficou surpresa)… hehe Tudo altamente educativo, perfeito para visitas de escolhinhas. Mas, néam… Meus dinossauros que é bom… nada. Fóssil de verdade, só uns craniozinhos de alguma espécie menorzinha… O que de fato eles tinham eram replicas de fosseis – a maior, ainda estava mal montada, como avisava a placa. Foi uma visita interessante, mas eu fui com outras expectativas.

Balanço Final

Aproveitando o finalzinho do dia, fomos conhecer a catedral, que é o maior templo neogótico da América do Sul (meu conceito de uma igreja grande mudou DRASTICAMENTE). Ela deve dar umas 20 Igrejas do Bom Despacho – de Cuiabá – e só foram necessários 100 anos para construí-la. Fiquei tão influenciada com este clima religioso, que o taxista precisou me explicar 30 vezes que a prefeitura não era a catedral – isto foi vergonhoso…

No fim, a impressão de Ciudad de La Plata foi: é uma cidade bo-ni-ti-nha. Grande o suficiente para não ser um tédio… e mesmo assim, pequena conservando sua carinha de pueblito.

Mas a experiência mais marcante talvez tenha sido com o comércio.  Como boa combatente da pirataria, estava eu comprando um DVD de um filme que nem entrou em cartaz ainda (então, é justificável), e esperava meu troco de 2 pesos. Eis que então, a vendedora abre sua pochete e tira duas moedas de 1 peso. Annabiiiili e eu nos olhamos rapidamente, e logo comentamos: – Eles NÃO tem problemas com falta de moedas.

*Leiam o texto da muchachita francesa e entendam o que significa receber um troco de 2 pesos todo em moedas, em Baires. Já nem sei mais como é viver em um ecossistema assim…

En Pseudo-Castellano:

Mis queridos compañeros de departamento (Leopoldiño y Annabiiiiilli) y yo fuímos a Ciudad de La Plata. Conocimos el Zoo, con sus pobres animalitos solitarios, enfadados… encerrados en pesceras… Pero, asi mismo, el unico reclamo que hago del zoológico es que ellos no cumpriran con la propaganda hecha en su sitio – no habia ni trien, ni león. Igual, lo mejor fue conococer las histórias tragicas que solo los niños conocian acercas de los animales: “El cachorrito tiene miedo de salir… porque sabe que van matarlo aca afuera.” Tan tienos…

También fue muy valida la oportunidad de conocer la banda sonora de la película “El Rey León”, en francés. Gracias, Annabiiiiilli.

También estuvimos en el Museo de História Natural y tuvimos la interesante experiencia de ver una cantidad increíble de animalitos-muertos-en-vidreras… jejeje… ademas de replicas de fosseis de dinosaurios (una mal montada). Seguiendo con nuestro passeo super cult… fuismo a ver la catedral GI-GAN-TE – el más gran templo neogótico de la América del Sur. Además de esto, cometi el pecado de caminar por la iglesia durante la misa (perdoname, Leo).

Afuera… Tuvimos la chance de conocer un poco mas del estilo de vida de la gente del local: la fantastica experiéncia de recibir un vuelto de $2 EN MONEDAS! Nuestra interpretacion óbvia: “Ellos no tienen problemas con monedas!”.

– Paseos y una casa que habla en castellano, portugués, y francés. Hay indícios reales ahora… que estoy viviendo en Buenos Aires.

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2 comentarios to “de mi En Ciudad de La Plata”

  1. Mário said

    Continuarei sem saber o lance das moedas.
    O post abaixo é grande e… e… INDECIFRÁVEL!

    Cadê o esperanto quando precisamos dele?!

    PS: e o correto é “e todo mundo vai tremer… quando me ouvir URRAAAAAAR~”

    Ass.: o prepotente que assiste desenho sob o pretexto de entreter os sobrinhos. Cof, cof!!

  2. Mário said

    Continuando (porque eu não sei comentar em apenas uma vez!):

    Eu JURO que super visualisei você contando essa história. Até a sua pausa dramática durante a recriação da cena das crianças do zoológico seguida por uma arregalada de olhos: “MATÁ-LOS!”.

    Saudaduxa! :~

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